Distribuidora · PR
Energia solar na Copel: tarifa, Fio B e payback
Quanto a Copel cobra pela energia, quanto disso é Fio B e quanto ele pesa na economia de quem instala energia solar no Paraná de 2026 a 2029. Números da ANEEL, atualizados a cada reajuste.
Tarifa residencial da Copel
Residencial B1 convencional: TE de R$ 310,85 e TUSD de R$ 457,17 por MWh, dos quais R$ 214,54 são o Fio B (a parte da TUSD que paga a rede da distribuidora). Vigência de 24/06/2026 a 23/06/2027, pela Resolução Homologatória nº 3.592, de 23 de junho de 2026 da ANEEL.
Na conta do cliente entram ainda ICMS, PIS/COFINS e bandeira tarifária, então o valor por kWh da conta é maior. Para o payback, use a tarifa com impostos que aparece na conta de luz.
Fio B na Copel ano a ano
Pela Lei 14.300, quem pediu a conexão depois de 7 de janeiro de 2023 paga uma parte do Fio B sobre a energia compensada, e essa parte cresce todo ano:
| Ano | Parte do Fio B paga | Custo a cada 100 kWh compensados |
|---|---|---|
| 2026 | 60% | R$ 12,87 |
| 2027 | 75% | R$ 16,09 |
| 2028 | 90% | R$ 19,31 |
| 2029 em diante | 100% | R$ 21,45 |
Valores sem impostos, com a tarifa de hoje. Exemplo: um sistema que compensa 400 kWh por mês em 2027 paga cerca de R$ 64,36 de Fio B no mês, antes dos impostos. A partir de 2029 a regra final é definida pela ANEEL; nas contas, consideramos 100%.
O que muda no payback
O Fio B não acaba com a economia: ele tira uma fatia da parte compensada, e só dela. A energia consumida na hora em que o sistema gera continua sem Fio B. Quanto mais o cliente consome de dia, menor o efeito.
Para ver o retorno de um cliente da Copel, abra a calculadora já com o Fio B de 27,9%, informe o consumo, a tarifa da conta e o valor do sistema:
No gerador de propostas do EasySun, a tarifa da distribuidora, o Fio B e o reajuste vão direto para a proposta em PDF, com o payback de 25 anos.
Homologação na Copel
O caminho é o da regra da ANEEL para micro e minigeração; formulários e prazos ficam no site da Copel:
- Projeto elétrico e documentação do responsável técnico (com ART ou TRT).
- Solicitação de orçamento de conexão na Copel, com o projeto e os dados do cliente.
- Orçamento de conexão da distribuidora, com as condições para ligar o sistema.
- Instalação do sistema pela integradora.
- Vistoria e adequação do medidor pela Copel.
- Início da compensação: a energia injetada vira crédito na conta.
No EasySun cada etapa pode ser uma coluna do funil de homologação, com tarefa e prazo para ninguém esquecer de cobrar a distribuidora. Ver o funil.
Outras distribuidoras: Cemig (MG), CPFL Paulista (SP), Energisa Mato Grosso (MT).
Fonte: ANEEL, dados abertos de componentes tarifários, consultados em 27/10/2026.