Distribuidora · SP
Energia solar na CPFL Paulista: tarifa, Fio B e payback
Quanto a CPFL Paulista cobra pela energia, quanto disso é Fio B e quanto ele pesa na economia de quem instala energia solar no interior de São Paulo de 2026 a 2029. Números da ANEEL, atualizados a cada reajuste.
Tarifa residencial da CPFL Paulista
Residencial B1 convencional: TE de R$ 290,20 e TUSD de R$ 449,25 por MWh, dos quais R$ 200,53 são o Fio B (a parte da TUSD que paga a rede da distribuidora). Vigência de 24/04/2026 a 07/04/2027, pela Resolução Homologatória nº 3.579, de 24 de abril de 2026 da ANEEL.
Na conta do cliente entram ainda ICMS, PIS/COFINS e bandeira tarifária, então o valor por kWh da conta é maior. Para o payback, use a tarifa com impostos que aparece na conta de luz.
Fio B na CPFL Paulista ano a ano
Pela Lei 14.300, quem pediu a conexão depois de 7 de janeiro de 2023 paga uma parte do Fio B sobre a energia compensada, e essa parte cresce todo ano:
| Ano | Parte do Fio B paga | Custo a cada 100 kWh compensados |
|---|---|---|
| 2026 | 60% | R$ 12,03 |
| 2027 | 75% | R$ 15,04 |
| 2028 | 90% | R$ 18,05 |
| 2029 em diante | 100% | R$ 20,05 |
Valores sem impostos, com a tarifa de hoje. Exemplo: um sistema que compensa 400 kWh por mês em 2027 paga cerca de R$ 60,16 de Fio B no mês, antes dos impostos. A partir de 2029 a regra final é definida pela ANEEL; nas contas, consideramos 100%.
O que muda no payback
O Fio B não acaba com a economia: ele tira uma fatia da parte compensada, e só dela. A energia consumida na hora em que o sistema gera continua sem Fio B. Quanto mais o cliente consome de dia, menor o efeito.
Para ver o retorno de um cliente da CPFL Paulista, abra a calculadora já com o Fio B de 27,1%, informe o consumo, a tarifa da conta e o valor do sistema:
No gerador de propostas do EasySun, a tarifa da distribuidora, o Fio B e o reajuste vão direto para a proposta em PDF, com o payback de 25 anos.
Homologação na CPFL Paulista
O caminho é o da regra da ANEEL para micro e minigeração; formulários e prazos ficam no site da CPFL Paulista:
- Projeto elétrico e documentação do responsável técnico (com ART ou TRT).
- Solicitação de orçamento de conexão na CPFL Paulista, com o projeto e os dados do cliente.
- Orçamento de conexão da distribuidora, com as condições para ligar o sistema.
- Instalação do sistema pela integradora.
- Vistoria e adequação do medidor pela CPFL Paulista.
- Início da compensação: a energia injetada vira crédito na conta.
No EasySun cada etapa pode ser uma coluna do funil de homologação, com tarefa e prazo para ninguém esquecer de cobrar a distribuidora. Ver o funil.
Outras distribuidoras: Cemig (MG), Copel (PR), Energisa Mato Grosso (MT).
Fonte: ANEEL, dados abertos de componentes tarifários, consultados em 27/10/2026.